Desde o último post que, e relativamente ao assunto abordado nele, tudo mudou. Tanta coisa aconteceu logo no dia a seguir. De repente tudo mudou. E não, não foi para melhor. Não quero falar do que aconteceu, apenas resumir no facto que descobri que ele tinha e ainda tem namorada.
Tudo o que aconteceu nos dias a seguir magou-me muito. Não quero falar mais nisso. Quero é falar do que sinto.
Se o amo ainda? Sim, não posso controlar. Ainda o amo. Queria poder estar perto dele. Nem que fosse só para o ver. Só para falar com ele. Para sentir a presença. Mas ela está sempre ao lado dele. E eu não posso nem sequer aproximar-me dele. Como se amar fosse pecado. Como se amar fosse crime. Tenho que os evitar. Porque vê-los juntos é duro, é duro demais. Enquanto ele esteve no seminário em Coimbra eu também estive em Coimbra a estudar mas nunca nos víamos a não ser no Verão. Agora voltamos ao mesmo tempo para a santa terra e continuamos sem nos ver. Parece uma espécie de sina. Próximos mas ao mesmo tempo tão distantes. A vida, Deus ou o que quer que tenha poder sobre nós não nos destinou mesmo um para o outro. Não há nada a fazer. Mas então porque é que eu continuo a pensar nele mesmo sem o ver. Mesmo depois de tanto sofrer. Mesmo depois de ele me ter magoado tanto. Esperava o desprezo de qualquer amigo menos dele. Nem como amigo foi bom comigo. E acho que é isso que dói mais. Saber que perdi um amigo. Ou talvez ele nunca tenha sido meu amigo na realidade, e sempre algo mais. O que importa é que sinto que perdi a minha fortaleza ainda por cima para quem não o merece. Perdi a única pessoa que eu pensava que iria ficar o resto da minha vida ao meu lado, independentemente do que ela viria a ser para mim.
Tudo isto está a ser muito duro para mim. A ferida está a sarar mas às vezes reabre. E ainda dói. Dói muito. Não deiva de doer.
Hoje sinto-me fraca. Sinto-me sem vida. Triste.
Bolas! Eu só queria a tua atenção. Só um bocadinho... Que olhasses para mim e visses uma mulher, me visses assim, a mim... Nem sei bem o que sinto mas tanta indiferença também não. Talvez seja eu que não te deixes aproximar quando tentas, mas fogo, tu também não és nada fácil. Se te deixo aproximar ou se deixo que entres na minha vida sais-te com aquelas bocas foleira... Ou maltratas-me! Eu sei que não sou a mulher mais bonita do mundo mas também não é preciso estar a reparar nisso e desselo não é?
Gostava que as coisas fossem diferentes. Gostava que voltassemos a ser o que éramos, ao menos éramos alguma coisa. Tínhamos afinidade. Tínhamos sintonia. Eras tu, eu e os nossos pequenos momentos.
As vezes acho que não vale a pena continuar nisto. Não vale a pena continuar sequer a pensar em ti e nem em ser tua amiga. Tu não mereces!
Eu quero-te bem. Ainda! Não se sabe quando isso pode mudar e estás a fazer tudo para que isso mude.
Se ao menos pudéssemos voltar a falar sobre o assunto. Se pudéssemos ter essa oportunidade... Se me explicasses porque é que tomaste a decisão que tomaste depois de tudo o que me disseste...
O tempo passa e as respostas não chegam. Às vezes acho que sim, outra acho que não. Nem sei bem o que estou a sentir, como é que hei-de ter respostas para as minhas dúvidas?
Nunca me aconteceu. Nunca me aconteceu não saber o que sentir. Não saber o que estar a sentir. Das outras vezes que tinha a sensaçao que poderia ser o tal, a vez, a pessoa certa, até tinha certezas, tinha expernaça. Sei lá o que acontece agora, nem sei como me estou a sentir.Talvez porque sejamos amigos à muito tempo e tenhamos uma relação de mutuo respeito. Não sei. Sei é que não vejo respostas, só vejo um querer que as coisas não fiquem mal. Isso sim é o que vejo. Talvez o tempo nos venha a esclarecer estas dúvidas, esta incerteza.
A única certa que realmente tenho é que não o quero perder, seja de que maneira for.
Nem sei bem como começar este post. Desta vez não venho aqui falar propriamente de uma tristeza minha, se bem que tenho algumas neste momento. Venho falar de uma pessoa que já falei antes, o nome agora não interessa, não vá alguém conhecido ler isto.
Vamos lhe chamar N. Pois bem... O N resolveu sair de onde estava, saiu do seminário. Valha-me santa pechenica!!! Então não é que ele saiu mesmo! Eu juro que se me dissessem isto à 9 meses, e depois da conversa que tivemos, eu diria que estavam a gozar comigo. Ao que parece saiu por causa de uma depressão. E saiu mesmo... Pelo que a prima disse. A sério, olhem, o meu queixo só não caiu no chão porque estava bem agarrado se não.. Olhem ainda nem estou em mim. Nem estou em mim. Como é que é possível? A sério, estou sem palavras... O próximos dias me diram mais coisas que preciso para entender isto tudo. Vamos esperar.
è impressionante que só venha a este espaço quando estou triste. Bem, também não é bem assim, pois se assim fosse, e com as poucas vezes que cá venho, significaria que até nem tenho estado muito triste.
A verdade é que tenho estado triste muitas vezes sim. Muitas mesmo. Apenas não consigo verbalizar a minha angustia. Chego aqui e não consigo escrever nada. não me sai nada.
O meu tempo está a chegar ao fim e eu ainda não tenho plano, e o pior é que cada vez que penso no meu Verão, tenho cada vez mais certezas que já nada era como antes, que o tempo com aqueles por quem eu dava a vida acabou, mudou. Sim! Disse dava. Já não dou mais. Ganhei juízo. Continuam a ser muito importantes, continuam ( mal ou bem) a ser a minha família. Mas não! Já não dou a minha vida por eles assim tão facilmente. Eles nunca dariam a vida deles por mim. E como é que posso ter tanta certeza disso? Ora, se assim fosse eu não estaria aqui a chorar porque é Sábado à noite, os que estão na terra saíram e não me disseram nada.
Acreditem, o que me importa não é o sairmos. Não é de todo. É o estarmos todos juntos. Já não somos nem metade do que somos. E Eu? O que eu faço quando deu tudo o que tinha por eles? Todos os minutos disponiveis.
Eu sonhei alto. Pensava que íamos ficar para sempre juntos. Que nada nos ia separar. Enganei-me.
Ah se eu tivesse carro, mas nem conduzir eu sei mais. Mas vou continuar a tentar nas aulas particulares com o meu irmão. Essas aulas podem é demorar tempo demais. O tempo do Verão.
Se eu pudesse, ia ter com as minhas colegas da faculdade a casas delas. Ia para Lisboa, para casa de amigos e familiares. Mas nem dinheiro tenho para o transporte.
Esta na hora de mudar a minha vida. Mas desta vez vou tentar faze-lo sem pensar neles, sem pensar "e se eles vão à terra e eu não estou lá para nos vermos?"
O que importa isso? Mesmo que estejamos todos na mesma freguesia provavelmente as preferências de companhia não passa por mim.
Enfim, é impressionante como há pessoas que não sabem do que precisam para serem felizes, e eu que sei exactamente o que ter para ser feliz, não tenho nada.Talvez esteja enganada, talvez não precise nada disto para ser feliz. Mas a verdade é que também não sei o que poderá ser. Não sei onde estará. Mas acreditem, adorava saber. Já mereço um pouco de descanso emocional.
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